Foi divulgado nesta manhã pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o relatório do PIB, informando que este caiu 1,9% no 2° trimestre de 2015 em relação ao 1° trimestre.

A queda esperada pelos economistas era entre 1,4% e 1,9%. Da média de 18 instituições ouvidas pelo Valor Data, a expectativa da queda era de 1,7% no trimestre e 2% no ano.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 2,6%. Nos últimos 4 trimestres, em relação aos 4 anteriores, a queda foi de 1,2%.

Como no 1° trimestre a queda do PIB divulgada inicialmente havia sido de -0.2%, agora revisada para -0,7%, com dois trimestres seguidos de queda, configura-se recessão técnica.

Na análise dos setores, todos os principais indicadores tiveram queda, comparados ao trimestre anterior, com exceção do consumo do governo, com leve alta de 0,7%. Já o consumo das famílias caiu pela segunda vez consecutiva (-0,2%).

Na relação dos setores, o que teve a menor queda foi o de Serviços (-0,7%) e a maior foi na Indústria (-4,3%), tendo a construção civil com o maior índice (-8,4%), e o setor Agropecuário manteve-se no meio com -2,7%.

Também tivemos números negativos na Indústria de Transformação (-3,7%) e na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-1,5%).

Já os setores que tiveram alta na comparação trimestral fora o de Extrativa Mineral e Atividades Imobiliárias (ambos com 0,3%), tendo também a administração, saúde e educação públicas (1,9%).

Em relação ao investimento, este caiu pela oitava vez consecutiva, 8,1% em relação ao trimestre anterior. Quando comparado com o 2° trimestre do ano passado verificamos uma queda de 11,9%, o maior desde o 1° trimestre de 1996.

A taxa de investimento ficou em 17,8% do PIB, quase dois pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2014 (19,5%). A taxa de poupança foi de 14,4%, conta 16% no mesmo período do ano anterior.

No setor externo, as exportações subiram 3,4% e as importações tiveram queda de 8,8% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, os números mais acentuados foram: alta de 7,5% nas exportações e queda de 11,7% nas importações, com isso influenciando na desvalorização do real.

Fonte: Exame