O ministro da fazenda Joaquim Levy, afirmou nessa quarta-feira,18, que o governo está estudando as medidas que deverão ser tomadas no setor de aço, mas que sejam compatíveis com os investimentos e não onerem inadequadamente outros setores. Entre as possibilidades, Levy avalia que subir a alíquota de importação está entre as medidas, mas que a ação pode não ser a melhor ou mais permanente.

O ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, confirmou que a possibilidade de alta do Imposto de Importação para produtos siderúrgicos está em “análise” no governo por recomendação da presidente Dilma Rousseff.

Segundo Levy, o mercado de aço vive uma situação particular porque houve expansão na produção de aço, para exportação e para uso doméstico. Além disso, Levy ressalta que o setor vive um excesso de oferta e afirma que o governo tem de criar uma política que defenda os interesses nacionais.

“Subir alíquota de importação é uma possibilidade, talvez a mais óbvia e não necessariamente a melhor ou a mais permanente, tem que haver debate, já conversamos com a presidente, vamos propor e vamos ver o que é compatível olhando a produtividade”, disse após audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Monteiro, por sua vez, traçou um cenário pessimista se o Brasil não adotar medida de proteção para a indústria nacional, como está sendo feito em outros países. Na sua avaliação, as condições para o setor no Brasil podem se agravar “mais e mais”. Segundo ele, “ seguramente” a decisão será feita com avaliação de Joaquim Levy. Monteiro disse, no entanto, que não conhece a posição do ministro da Fazenda.

“Não temos decisão tomada sobre esse tema. O que nós sabemos é que o setor siderúrgico vive um momento muito difícil no mundo e que há um surto de medidas protecionistas e defesa comercial em todos os mercados siderúrgicos”, argumentou Monteiro. “Ora, se o mundo faz isso e o Brasil não faz nada, esse excedente vem para o Brasil”, disse. É preciso construir uma medida de maneira equilibrada e adequada. ”

Fonte: Estadão