A alta de 1,68% do dólar comercial, chegando a R$3,7530, pressionou a curva de juros, ocasionando uma maior chance de aumento da Selic, embora a manutenção da taxa em 14,25% seja majoritária.

Segundo o IBGE, a produção industrial caiu 1,5% em julho comparado a junho, na série com ajuste sazonal, resultado bem pior do que a pior das projeções do mercado, que era de -0,6%. Comparado com o mesmo período (julho) do ano passado, houve queda de 8,9% também pior do que o esperado (-7,3% a -5%).

Essa questão orçamentária/fiscal segue influenciando as taxas. O relatório do Orçamento de 2016, afirmou que o rombo na peça orçamentária pode ser maior do que o déficit de R$30,5 bilhões estimados na proposta. Fora isso, já foram encontradas despesas não incluídas pelo governo, num total, no momento, de R$3,4 bilhões.

Em relação a curva de juros, na ponta mais curta, a disparada do dólar está tendo participação importante, como o preço que o Copom usou no encontro anterior era bem menor do que a que está sendo negociada agora, obrigou os agentes a prever a necessidade de novos aumentos da taxa de juros.

No fechamento da sessão regular do Copom, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 apontava 14,385%.

O DI para julho de 2016 encerrou em 14,83%, de 14,55% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 14,80%, ante 14,43% no ajuste da véspera.

O DI para janeiro de 2019 fechou em 14,90% e o DI para janeiro de 2021 projetava 14,72%.

Fonte: Exame